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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Haddad pede julgamento do 'mensalão' tucano


Após condenação do ex-ministro José Dirceu, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT diz que "para que o STF mantenha sua condição de imparcialidade, na sequência desse julgamento ele deve imediatamente iniciar o julgamento do mensalão tucano", protagonizado pelo ex-governador Eduardo Azeredo

247 - Um dia após a definição da condenação do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria julgar, na sequência, o caso do 'mensalão' tucano para "manter sua imparcialidade".

"Penso que, até para que o STF mantenha sua condição de imparcialidade, na sequência desse julgamento ele deve imediatamente iniciar o julgamento do mensalão tucano", disse Haddad. "Para que não paire dúvidas de que o Supremo é imparcial e vai julgar todos indistintamente", completou.
"Tudo começou com o PSDB de Minas Gerais", disse Haddad, lembrando o caso protagonizado pelo ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB). Haddad disse ainda que a decisão do STF deve ser respeitada e lembrou que oito ministros da corte foram indicados pelo ex-presidente Lula.

Evangélicos

O petista também comentou o apoio de igrejas evangélicas, simbolizadas pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ao adversário José Serra (PSDB). Malafaia prometeu voltar a usar o chamado "kit gay" para "arrebentar" Haddad.
"O Serra instrumentaliza as religiões. A minha família está muito indignada, mas eu perdoo. Perdoo porque acho que meu papel nesta eleição é tentar trazer um pouco de luz para o debate", disse Haddad. "Ele já foi derrotado em 2010 em função desse comportamento e eu entendia que ele tinha aprendido a lição", completou. Brasil 247

CARTA ABERTA AO BRASIL


NUMA “CARTA ABERTA AO BRASIL”, O EX-PRESIDENTE DO PT, JOSÉ GENOINO, CONTESTA A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE O CONDENA POR CORRUPÇÃO ATIVA E DENUNCIA A TENTATIVA DE “CONDENAR TODO UM PARTIDO, TODO UM PROJETO POLÍTICO QUE VEM MUDANDO, PARA MELHOR, O BRASIL”. LEIA:

CARTA ABERTA AO BRASIL

"Eles passarão, eu passarinho." (Mário Quintana)


Dizem, no Brasil, que as decisões do Supremo Tribunal Federal não se discutem, apenas são cumpridas. Devem ser assumidas, portanto, como verdades irrefutáveis. Discordo. Reservo-me o direito de discutir, aberta e democraticamente com todos os cidadãos do meu país, a sentença que me foi imposta e que serei obrigado a cumprir.

Estou indignado. Uma injustiça monumental foi cometida!

A Corte errou. A Corte foi, sobretudo, injusta. Condenou um inocente. Condenou-me sem provas. Com efeito, baseada na teoria do domínio funcional do fato, que, nessas paragens de teorias mal-digeridas, se transformou na tirania da hipótese pré-estabelecida, construiu-se uma acusação escabrosa que pôde prescindir de evidências, testemunhas e provas.

Sem provas para me condenar, basearam-se na circunstância de eu ter sido presidente do PT. Isso é o suficiente? É o suficiente para fazerem tabula rasa de todo uma vida dedicada, com grande sacrifício pessoal, à causa da democracia e a um projeto político que vem libertando o Brasil da desigualdade e da injustiça.

Pouco importa se não houve compra de votos. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de “provar” o que não houve. Pouco importa se eu não cuidava das questões financeiras do partido. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de afirmar o contrário. Pouco importa se, após mais de 40 anos de política, o meu patrimônio pessoal continua o de um modesto cidadão de classe média. Esta tirania afirma, contra todas as evidências, que não posso ser probo.
Nesse julgamento, transformaram ficção em realidade. Quanto maior a posição do sujeito na estrutura do poder, maior sua culpa. Se o indivíduo tinha uma posição de destaque, ele tinha de ter conhecimento do suposto crime e condições de encobrir evidências e provas.

Portanto, quanto menos provas e evidências contra ele, maior é a determinação de condená-lo. Trata-se de uma brutal inversão dos valores básicos da Justiça e de uma criminalização da política.

Esse julgamento ocorre em meio a uma diuturna e sistemática campanha de ódio contra o meu partido e contra um projeto político exitoso, que incomoda setores reacionários incrustados em parcelas dos meios de comunicação, do sistema de justiça e das forças políticas que nunca aceitaram a nossa vitória. Nessas condições, como ter um julgamento justo e isento? Como esperar um julgamento sereno, no momento em que juízes são pautados por comentaristas políticos?

Além de fazer coincidir matematicamente o julgamento com as eleições.

Mas não se enganem. Na realidade, a minha condenação é a tentativa de condenar todo um partido, todo um projeto político que vem mudando, para melhor, o Brasil. Sobretudo para os que mais precisam.

Mas eles fracassarão. O julgamento da população sempre nos favorecerá, pois ela sabe reconhecer quem trabalha por seus justos interesses. Ela também sabe reconhecer a hipocrisia dos moralistas de ocasião.

Retiro-me do governo com a consciência dos inocentes. Não me envergonho de nada. Continuarei a lutar com todas as minhas forças por um Brasil melhor, mais justo e soberano, como sempre fiz.

Essa é a história dos apaixonados pelo Brasil que decidiram, em plena ditadura, fundar um partido que se propôs a mudar o país, vencendo o medo. E conseguiram. E, para desgosto de alguns, conseguirão. Sempre.

São Paulo, 10 de outubro de 2012
José Genoino Neto

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ao povo brasileiro

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012


José Dirceu

Racistas agridem nordestinos no twitter por votarem em Haddad

Esses fatos são "normais" para os eleitores do PSDB/DEM, principalmente os paulistas e paulistanos, bem como "normais" para os leitores e telespectadores do sistema midiático privado, a exemplo das TVs Globo, Bandeirantes, Globo News, além dos periódicos O Globo, Época, Veja, Estadão, Folha de S. Paulo, Zero Hora, Estado de Minas, A Tarde, IstoÉ e Correio Braziliense, somente para ficar nesses, que são os disseminadores de racismo, preconceitos mil, sectarismo, elitismo, conservadorismo sempre a ter como objetivo suas prioridades e a permanência e perpetuação de seus privilégios de classe social. Nas eleições de Serra, Alckmin e Kassab, os racistas que os elegeram agiram de tal modo.




De sábado para domingo, repetiu-se fenômeno que se viu em 2010 na rede social Twitter. Uma horda de paulistanos jovens passou a veicular mensagens racistas insultando nordestinos por votarem no candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Na imagem acima, o leitor pode ver uma dessas mensagens. Logo abaixo do texto, dá para ver que foi repassada por incríveis 85 outras pessoas.

O fenômeno é escandaloso e recorrente em São Paulo. O preconceito contra nordestinos é extremamente forte nos bairros ricos da cidade. E não é exatamente um preconceito regional, um tipo de xenofobia, mas preconceito racial puro.

Os paulistanos das classes mais abastadas chamam negros e pardos de “baianos”. Se for loirinho, branquinho, pode até ter sotaque nordestino que é aceito. O preconceito da elite de São Paulo é racial mesmo, dirigido a quem tenha traços de negro. É negro, é “baiano”.

Como todo preconceituoso é também um covarde, a jovem que publicou no Twitter a mensagem supra reproduzida apagou seu perfil naquela rede social logo após começarem a denunciá-la ao Ministério Público e à Safernet. Todavia, há muitos outros.

Essa é uma das razões pelas quais o voto no PT é muito importante sobretudo aqui em São Paulo. Esses racistas são eleitores declarados de José Serra. Em toda eleição na qual ele está envolvido, quando as coisas não vão bem para ele começam a culpar “nordestinos”.

Aliás, vale dizer que essa gente não se limita a insultos racistas na internet. De 2010 para cá, casos de agressões a nordestinos na internet e até em plena rua vêm se sucedendo.

O ódio que Serra espalha para tentar vencer eleições aumenta a intolerância religiosa, sexual, racial e política. Por isso, você, paulistano, neste domingo de eleição, reflita: é preciso derrotar o PSDB nas urnas para livrar a política dessa infecção moral.

Neste domingo, portanto, eu, minha mulher, meu filho e minhas filhas votaremos em Fernando Haddad por uma São Paulo sã, liberta do preconceito, do ódio, da mesquinharia e da insensibilidade que José Serra representa e estimula.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Artistas e intelectuais que não querem Serra, que votam 13, que votam Haddad

Na imagem: Emicida, Maria Rita kehl, Janine Ribeiro, Raquel Rolnik, Vladimir Safatle, Fernando Anitelli, Marcelo Ferraz, José Celso Martinez Corrêa, Frei Betto e Marilena Chaui. Apenas algumas das personalidades que já declararam voto em Fernando Haddad.

domingo, 7 de outubro de 2012

A Fifa desrespeita à cultura Baiana



O tradicional bolinho de quitute (Acarajé) da culinária baiana, corre risco de não ser comercializado durante o evento futebolístico organizado pela Fifa. A entidade proíbe todo comercio ambulante no raio de 2Km da Arena Fonte Nova. Essa medida absurda visa proteger os hambúrgueres da rede McDonald’s, patrocinadora oficial da Fifa.  Não estaria na hora da baiana rodar a saia? – Afinal, acarajé é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio  imaterial.