Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Crime Organizado.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crime Organizado.... Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Violência em São Paulo - Delegado-geral critica ações da PM na periferia

Polícia Militar realiza abordagens em bairros na zona norte de SP durante a Operação Saturação.
 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, criou uma saia-justa nesta quinta-feira 22 ao afirmar, durante a posse de Fernando Grella Vieira na Secretaria de Segurança do estado, que moradores da região metropolitana tiveram suas fichas criminais acessadas pelo sistema interno da corporação antes de serem assassinados. Segundo o delegado, as mortes estão acontecendo na periferia porque a sociedade acha que “matar pobre é matar o marginal de amanhã”.

A fala de Carneiro Lima acontece após meses de atritos entre a Polícia Civil e a cúpula da Segurança Pública de São Paulo. Durante a gestão de Antonio Ferreira Pinto, que caiu na quarta-feira 21 diante da alta no número de assassinatos ocorrida no estado em 2012, a corporação foi deixada de lado e as investigações sobre o crime organizado passaram a ser concentradas pela Polícia Militar, sobretudo a Rota. A mudança aconteceu depois que policiais civis foram investigados por envolvimento e extorsão a integrantes do Primeiro Comando da Capital.

Desde então o delegado-geral da Polícia Civil se tornou uma das vozes mais críticas dos planos de segurança do governo Alckmin. Ele verbalizou as queixas mais uma vez ao dizer que as mortes de civis no período têm relação com os assassinatos de 95 policiais desde janeiro – a maioria cometida em sequencia desde setembro.

Para Carneiro Lima, ela legitima a ação dos criminosos responsáveis pela onda de violência na Grande São Paulo. De acordo com reportagem publicada pelo site da Folha de S.Paulo, o delegado diz ver “indícios” de ações de extermínio em São Paulo, mas a polícia ainda não foi capaz de identifica-los.

“A gente nunca teve chacina nos Jardins aqui em São Paulo. Por que será? Por que é tão fácil matar pobre na periferia? Por que ainda existe uma grande parcela da sociedade que acha que matar pobre na sociedade é matar o marginal de amanhã. Isso é uma visão preconceituosa da própria sociedade que encara que essa ação de matar é uma ação legítima. Não é legítima.”

Para Carneiro, é difícil solucionar os crimes em São Paulo porque eles possuem uma lógica diferente de outros lugares do mundo. “Em São Paulo existe um diferencial. Quem tem interesse em matar um único alvo no boteco, muitas vezes mata mais dois ou três inocentes. Daí a dificuldade da polícia chegar à autoria”, afirmou.

Muito trabalho. O novo secretário, por sua vez, declarou durante a cerimônia de posse que buscará novas formas de atuação policial para combater o crime em São Paulo. “O tempo agora é de trabalho, de muito trabalho”, declarou.

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, Grella recebeu a incumbência de botar uma “focinheira” na PM para evitar abusos.

O novo secretário foi procurador-geral do Ministério Público por quatro anos. Com perfil de conciliador, ele foi nomeado em 2008 pelo então governador José Serra e reconduzido ao cargo em 2010.
 

Sob controle do PCC


O crime organizado em SP, o PCC, está no poder. Matando, assaltando, traficando, incendiando ônibus, aterrorizando a população civil e os militares. Está havendo um recorde de pedidos de baixa na PM: eles estão com medo de morrer, com medo do poder do PCC.
 
 Por que o governador Alckmin não aceita a ajuda do governo federal? Diante de uma situação incontrolável da violência em SP, que aumenta a cada dia, ele apenas muda o Secretário de Segurança Pública, como se isso fosse diminuir a violência. Alckmin deveria ser menos orgulhoso, ter consciência que está colocando em risco a vida de milhares pessoas e solicitar ajuda ao governo federal.
 
A Força Nacional de Segurança, o Exército, a PF, juntos com a PM, a policia civil: para dar um basta na violência, garantir a segurança da população. Mas o Alckmin não quer isso, ele tem medo de ser reconhecido como incompetente, tem medo de não se reeleger em 2014. Ele não quer que o povo de SP reconheça o valor da ajuda do governo federal, do governo do PT, ao qual ele, do PSDB, faz oposição. Já passou a hora de o governo de SP, do PSDB, deixar em segundo plano suas ambições políticas e pedir socorro para a população de SP.
 
 Quantas pessoas, PMs ou crianças, terão que morrer, quantas famílias terão que ser destruídas para que o governo Alckmin admita sua derrota e aceite a ajuda do governo federal? A presidenta Dilma ofereceu ajuda total e irrestrita para SP, mas Alckmin não aceita e ainda tem a cara de pau de dizer que está tudo sob controle. Sob controle do PCC.
Jussara Seixas


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Veja imagens e informações exclusivas da guerra urbana que tomou conta de SP

Começa hoje a ação do governo federal para conter a violência em São Paulo



Depois de quase seis meses de um recrudescimento contínuo e sem precedentes da violência no Estado, o descontrole da segurança pública em São Paulo encaminha-se para a superação com a parceria acertada entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Por ela, o governo federal passa a ajudar a administração tucana estadual a conter e a debelar o problema.

Em reunião programada para hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, e autoridades da área de segurança de São Paulo acertam os detalhes da parceria. A transferência de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios de segurança máxima federais - em Mossoró (RN), Cabreúvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) - e o apoio da Força Nacional de Segurança, com ação nas favelas paulistas, podem ser os pontos iniciais desse trabalho conjunto.

A parceria pode trazer, também, a ocupação (ou "pacificação", como chamam no Rio) de favelas em São Paulo pela Força Nacional de Segurança. Inicialmente da favela Paraisópolis. A imprensa noticiou que o PCC esconde ali criminosos comandantes do tráfico no Rio desde que as favelas de lá começaram a ser ocupadas.

Ocupação de favelas paulistas

O governo federal oferece esta ajuda a São Paulo desde junho pp. e é uma pena que a solução não tenha vindo antes e que o PSDB e o governador politizem a questão, para não reconhecer o fracasso da política de segurança tucana no Estado - se é que ela existe.

Um editorial publicado pelo Estadão 6ª feira pp. sob o título "Proposta indecente" e notas veiculadas pela Folha de S.Paulo são uma confissão e uma confirmação explícitas dessa politização. No editorial o Estadão posiciona-se contra atuação da Força Nacional em favelas paulistas argumentando que nelas há a presença do poder do Estado e de sua ação, situação diferente das favelas do Rio.

O editorial do Estadão chega a ser ridículo ao estabelecer esta diferença entre as favelas do Rio e de São Paulo, já que as favelas cariocas têm, como em São Paulo, todos os serviços públicos prestados pelo Estado.

A questão é outra. O crime organizado controlava essas favelas e seu território, o mesmo que já acontece em São Paulo em várias regiões da área metropolitana. Sem falar no poder que ele exerce nas penitenciárias do Estado, muitas sob o controle do PCC.

A politização da questão

Notas publicadas no Folhão reforçam a politização ao explicarem que o governo Alckmin resiste à parceria porque vê a ofensiva do governo federal para ajudar no combate ao crime organizado como tentativa de fragilizar a gestão do PSDB no Estado cuja conquista seria a próxima meta petista.

Além da resistência política à parceria, e de o secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto ter afirmado várias vezes que a oferta de ajuda da União era "oportunismo barato", também o comandante da PM, coronel Roberval França, fez declarações inoportunas. Numa destas, afirmou que a parceria é desnecessária porque o chefe do Comando Militar do Sudeste, general Ademar da Costa Machado Filho, confia no trabalho da polícia paulista.

A citação é extemporânea e até mesmo ilegal. Quem responde pela segurança é o Ministério da Justiça e não as Forças Armadas. Muito menos um comandante de região. Se é que o comandante da PM não o citou sem autorização. Afinal, responsáveis, cada um por uma área distinta, que tipo de relação eles mantêm?

20 anos de fracassos: por que querem continuar no governo?

Como vocês acompanham diariamente, na ausência de uma verdadeira política de segurança pública que dê respostas a nova realidade do crime organizado, o que salta à vista é o fracasso da política de extermínio que o governo adotou e a PM colocou em prática.

Infelizmente, como vemos pela reação do governo e de sua mídia, a preocupação central é com a manutenção do poder nas mãos do PSDB. Cabe, então, só uma pergunta: para quê depois de 20 anos de governo em que os tucanos fracassaram tão rotundamente em todas as áreas?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Relatório engavetado expõe acordão do PCC com corrupção policial tolerada no governo Alckmin

Reportagem da TV Bandeirantes mostrou relatório secreto da inteligência da Polícia Civil, onde aponta negociatas da banda podre da PM com os traficantes do PCC, para não reprimir venda de drogas nem roubo de caixas eletrônicos.

Um policial honesto adverte que a investigação ficou engavetada pela cúpula do governo tucano de Geraldo Alckmin.