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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tucanos fazem a Oração ao Pai Nosso, ou seja, ao FMI!

Tucanos fazem a Oração ao Pai Nosso, ou seja, ao FMI! - por Marcos Doniseti!


Na Convenção nacional tucana que confirmou a candidatura de Aécio à Presidência da República, os próceres da confraria tucana comandam a 'Oração ao FMI'

Tucanos fazem a Oração ao Pai Nosso, ou seja, ao FMI!

Pai nosso que estás na Casa Branca
Santificada seja a Privataria e o Consenso de Washington
Venha a nós o Vosso Reino Neoliberal
Assim nos EUA, como no Resto do Planeta
Os lucros nossos de cada dia nos dai ontem, hoje e amanhã
Perdoai as nossas políticas sociais compensatórias, assim como nós perdoamos as suas tentações keynesianas e estatistas
E não nos deixei cair em tentação (adotando políticas intervencionistas) e livrai-nos do mal do lulo-dilmo-petismo
Viva os Ricos!

sábado, 14 de junho de 2014

‘Se Dilma vier aqui, iremos enchê-la de beijos’




O poeta e agitador cultural Sérgio Vaz, um dos nomes mais respeitados da violenta (mas sempre genial e criativa) periferia de São Paulo, se posicionou frontalmente contra a truculência dos endinheirados do Itaquerão que xingaram Dilma

Por Miguel do Rosário, do Tijolaço


Isso é que exemplo de classe, cavalheirismo e educação! O poeta e agitador cultural Sérgio Vaz, um dos nomes mais respeitados da violenta (mas sempre genial e criativa) periferia de São Paulo, se posicionou frontalmente contra a truculência dos endinheirados do Itaquerão que xingaram Dilma.

E afirmou que, se a presidente vier à periferia paulistana, será recebida com “beijos e abraços”.

O xingamento à Dilma foi um tiro no pé. A presidenta saiu humanizada do episódio. O brasileiro testemunhou, horrorizado, a falta de modos dos ricaços. E viu a sua presunção de querer impor sua opinião política na base do grito covarde contra uma senhora que estava ali representando o Brasil.

Disse Vaz:

“Se a @dilmabr vier aqui na periferia de São Paulo nós vamos enchê-la de beijos e abraços. Onde já se viu mandar uma mulher para aquele lugar”.

Trajano repudia ódio semeado pela massa cheirosa seguidores da veja: 'Podem vir com pedras que eu trarei laranjas'



José Trajano - as redes sociais estão intragáveis

Podem vir com pedras, que eu levarei laranjas


[...] Eu fechei minha conta do Facebook para não perder amizades, assustado que estava com o pensamento proto-fascista de seguidores de Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Augusto Antunes e outros semelhantes (ênfase nos semelhantes, pois o discurso é tão homogêneo que é quase impossível distingui-los).

As páginas da Veja estão recheadas de insultos voltados a petistas ou esquerdista: canalha, ignorante, cretino, idiota, apedeuta, safado, cafajeste... e na falta de mais termos agressivos, inventam-se neologismos, como petralha, para atacar quem está no polo ideológico oposto.

O padrão Veja de discussão política tomou conta de parte da sociedade brasileira.

No Itaquerão, a “elite branca” xingou. Mas quem a treinou tão bem?

Não ia tocar no assunto dos xingamentos recebidos por Dilma, pois já me sentia contemplado por outros colegas que fizeram a reflexão. Como disse Juca Kfouri, uma coisa é vaiar, o que pode ser democrático, outra é a intolerância, a ignorância e a falta de educação de parte da elite branca presente no Itaquerão para a abertura da Copa. Isso sem contar o machismo.

Mas uma coisa passou um pouco batida.

Aquele ato bizarro, que seria bizarro seja quem estivesse na Presidência, Dilma, Serra ou Marina, não brota do nada. Pelo contrário, foi construído ao longo do tempo.

Todo colega jornalista (ou aquele que não se vê como tal, mas assume um papel de interpretar a sociedade), que ajudou a inflar monstros ao longo dos anos ou se omitiu diante disso tem uma parcela de culpa no show de horrores e de vergonha alheia. Agora, muitos tratam de tirar o seu da reta, mas o estrago já foi feito e os trolls, devidamente alimentados por eles, correm livres por aí.

A crítica contundente e firme, que questione a competência, a gestão e o cumprimento de promessas, é fundamental para a sociedade. Contudo, aquela que usa de formas virulentas para promover ataques pessoais e, ao mesmo tempo, coloque em dúvida a legitimidade do processo democrático vai armando uma bomba de efeito retardado. O drama é que muita gente não consegue diferenciar uma da outra.

Não somos nós, jornalistas, que vamos a público cometer agressões. Da mesma forma que não é a mão de pastores ou deputados fundamentalistas que seguram a faca, o revólver ou a lâmpada fluorescente que atacam gays e lésbicas. Mas somos nós que, muitas vezes, na busca por audiência ou para encaixar um fato em nossa visão de mundo, tornamos a agressão banal. Mandamos a polícia para cima de manifestantes. Justificamos linchamentos. Exigimos “invasões preventivas'' em países vizinhos.

Nesse momento, a agressão passa a ser um ato lógico, quase uma necessidade para restabelecer a ordem das coisas. Na cabeça da elite branca (para usar a famosa expressão do ex-governador de São Paulo Claudio Lembo), presente no estádio, o xingamento era uma ação cívica.

Não tenho esperança que conseguiremos em 2014 fomentar um debate crítico sobre a nossa sociedade. Aliás, estou torcendo para que o ano passe logo. Pois o Brasil virou arquibancada em momento de briga de torcida organizada, alimentada por gente que não se importa se o futebol é bonito ou feio. Quer mesmo é ver o circo pegar fogo.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Quem é essa turma do vai tomar no c…

Uma das melhores análises que eu li até agora sobre as vaias dos coxinhas e xingamentos contra a presidente Dilma.. Talvez a melhor!

Na época da escravidão, essa elite também tinha lado


O Brasil é um país complexo e muito difícil de explicar, mas a sua elite não. Ela é previsível e está sempre no mesmo lugar. As elites do mundo não costumam ser muito diferentes, mas a brasileira é das piores.

Não à toa o Brasil foi o último país do planeta a acabar com a escravidão, não à toa somos um dos poucos países que só agora está vivendo um ciclo democrático de três décadas. Todos os outros nossos períodos de democracia duraram menos do que isso.

E todas as ditaduras e a escravidão longínqua que tivemos são obras da nossa elite. Que se julga o Brasil. Que se acha a dona do país. Que é altamente corrupta, mas que faz de conta que o que lhe move na política é a defesa do interesse público.

Os que xingaram Dilma na tarde de ontem de maneira patife e abjeta são os netos e bisnetos daqueles que torturam negros nas senzalas. São os filhos daqueles que apoiaram a tortura na ditadura militar. São os mesmos que há pouco fizeram de tudo para que não fosse aprovada a legislação da empregada doméstica e que nos seus almoços de domingo regados a champanhe francês e a vinho italiano sobem na mesa para gritar contra o Bolsa Família.

Essa elite que xingou Dilma daquela maneira no Itaquerão sempre envergonhou o país. E ontem só aprontou mais uma. Não foi um ponto fora da curva no processo histórico. E também não foi nada inocente.

Aécio Neves mais do que todos os outros candidatos que o PSDB já teve simboliza esse elite. É o típico bon-vivant, que nunca trabalhou na vida, que surfou até os 20 anos no Rio de Janeiro e que depois foi brincar de motocross até os 25 anos na montanhas de Minas Gerais, para só depois entrar na política e ir defender os interesses da família e de seu segmento social.

Ontem, Aécio deu uma entrevista ao Globo onde atiçava seu eleitorado a sitiar a presidenta da República. E ao mesmo tempo milhares de panfletos eram distribuídos na entrada do Itaquerão associando o PT à corrupção. Pra criar o clima do ataque à presidenta.

O mesmo Aécio que botou a polícia do Rio para invadir a casa de pessoas que ele suspeita estarem criticando-o na Internet. O mesmo Aécio que silenciou a imprensa de Minas Gerais e colocou-a de joelhos para os seus projetos pessoais.

Quem xingou Dilma não foi nem um punhado de inocentes e nem a massa ignara. Foi o pedaço do Brasil que odeia o brasileiro.

Para este pedaço do Brasil que é a cara de Aécio, tanto faz se o presidente é Dilma, Lula, José ou Maria. O que eles não aceitam e que o país não seja apenas um lugar para eles exercerem sua sanha dominadora.

E por isso que o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, a legislação da empregada doméstica e alguns outros programas sociais são tão abominados por essa gente. Eles querem que o povo morra de fome. Querem que o povo vá tomar naquele lugar. O xingamento não é para a presidenta. É para o Brasil que a elegeu. Porque na democracia desses patifes, o voto deles teria que valer mais do que o do sertanejo ou da mulher que luta pela sobrevivência dela e dos filhos nas periferias das grandes cidades.

Os netos e bisnetos dos escravistas e os filhos dos que apoiaram a tortura na ditadura. É esse Brasil que nos envergonha do ponto de vista histórico que nos envergonhou ontem xingando uma presidenta legítima, uma chefe de Estado que tem atuado dentro dos limites da Constituição.

Esse Brasil precisa ser derrotado mais uma vez. Porque se o projeto petista tem seus limites e poderia ser muito melhor, o desses caras é o que há de mais asqueroso. É o vai tomar no cu.

Via:http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/06/13/quem-e-essa-turma-vai-tomar-cu/

Trajano, na ESPN, comenta vaias